A comunidade judaica de Praga foi uma das mais importantes da Europa e sua presença na cidade data do século VIII. No meio do salão principal no andar térreo pode-se assistir um filme em 3D que mostra como o bairro era antigamente antes de ser totalmente modificado em função das campanhas de saneamento dos séculos IX e XX. (Avant Garde Prague).
Olhávamos para o alto em meio as folhas secas caídas e as árvores já despidas de sua beleza de primavera-verão. Olhar para o céu era um desejo de abrir uma janela no tempo e deixar que a paz pudesse encontrar ali, moradia.
Encontrar a razão, o sentido e compreensão para tudo que se passou. Um sem sentido da história dos povos onde morte e perseguição andaram e andam de mãos dadas. Olhar o céu e buscar ar para respirar.
Não consegui tirar nem uma foto desta ala. Apenas comecei a chorar.
Em outra ala visitamos a exposição de desenhos das crianças que estiveram no campo de concentração de Terezin. Estes desenhos foram feitos entre os anos de 1942 e 1944.
Ao olhar cada um daqueles desenhos impossível não pensar em tantas crianças que naquela idade das diferentes idades ali presentes. Crianças no mundo e que deveriam como crianças que são estarem brincando, correndo, sorrindo e se divertindo.
Como não pensar nos desenhos que meu filho Pedro fez quando criança. Qualquer desenhos daqueles que vi poderia ter saído de sua mente, de sua imaginação, de suas mãos com as suas cores. Meu filho, na infância estava em casa sendo criança. Aquelas crianças, não.
A beleza de sua arquitetura interna é como um bastião de luz em meio a tanto sofrimento. Ponto de encontro para as orações e sentimento de esperança.
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