Friday, May 20, 2011

Montmartre - Fofurinha da Cris











Definitivamente, Montmartre, este bairro boêmio de Paris, é uma paixãozinha que fica para sempre. Não importa quantas vezes se vá a Paris, você sempre vai querer dar uma circulada pelas ruas e labirintos de Montmartre.

Deste vez, o tempo estava um pouco nublado, com uma leve chuvinha. Assim que chegamos ficamos em um Bistrô bem em frente as escadarias. Perfeito. Enquanto degustávamos um lanche e tomávamos uma bebida, ficamos ali abraçadinhos, namorando e nos deleitando com mais esta oportunidade de poder voltar a Paris.

Um casal de brasileiros em lua de mel estava ao nosso lado esquerdo e prontamente se ofereceu para tirar uma foto nossa. A nossa direita uma mamy americana e sua prole. A Barbie americana simplesmente queria que as pessoas saÍssem da frente dela para que ela pudesse ficar apreciando a vista como se isto estivesse embutido no preço do serviço do restaurante. Fala sério!

Como sempre, as escadas estavam cheias de africanos vendendo seus produtos e aplicando o famoso golpe da pulseirinha. Coloca e depois exige uma quantia que nunca tem fim. 

Desta vez o senhor que tocou violino nas escadarias em nossa primeira viagem estava tocando nas ruazinhas paralelas a igreja.Belo reencontro. No início escutamos leves notas vindo de algum lugar. Fomos seguindo estas pequenas notas que foram se transformando em melodias aprazíveis e, pronto, encontramos nosso violinista. Porque não imaginar que ele estava ali tocando para nós dois rememorando pela música o prazer de podermos estar novamente naquelas escadarias e ruas renovando nosso amor.
Nas escadarias encontramos um jovem tocando Bon Jovi, para deleite de minha amada. Mais uma sentadinha, um namorinho básico e lá fomos nós adentrando a catedral.
Paris é assim. O inesperado prazer de se encantar e re encantar.

Na igreja mais um momento de silêncio, de introspecção, de respeitosos votos de paz, amor e renovação da nossa união. Sentado em seus bancos de oração senti no peito uma emoção profunda. Peguei na mão da minha amada, amor de toda vida e senti o calor de seus dedos.

Ajoelhei, fechei os olhos e agradeci!
Na saída deixei uma velinha queimando junto em um altar acompanhada de tantas outras velas. Pedidos secretos de tantos que por aqui passaram.

Ao sair senti uma nostalgia gostosa de quem percebe que vai voltar mais uma vez. Foi um até breve!















































































































































































































































Esta região de Montmartre com sua catedral é considerada pela Cris, a sua fofura de Paris. Ela sempre se enche de alegria quando olha uma foto da catedral. Realmente ela muito bonita e ao seu redor, o clima das escadarias é de pura descontração, com artistas de rua, músicos e os eternos chatos que ficam aplicando o golpe de colocar pulseirinha nas pessoas e depois para depois cobrar caro pelo serviço, tentar tirar na marra. Desta última vez , os turistas estavam um pouco mais espertos e se colocram de forma resistente contra a abordagem.

































Chegamos nas escadarias da catedral com o tempo nublado, resolvemos parar em um restaurante em frente para comer alguma coisa.

































Ao nosso lado tinhamos um casal de brasileiros que se prontificou a tirar uma foto nossa na maior gentileza, estavam de lua de mel. No lado oposto, uma mãe e seus dois filhos. Gente, a mulher era muito besta, chata, naõ queria que ninguém ficasse na frente dela porque a madame queria aproveitar a vista.

































Ficamos ali de bobeira, apreciando a vista, a chuvinha ia e vinha, ia e vinha....até que pintou um solzinho e resolvemos ir em frente.

ruas, cruzamentos, esquinas...


























Apenas passeando, andando, cruzando esquinas, seguindo ruas, indo...Passeamos pelo famoso Quartier Latin, berço dos intelectuais que por ali passaram. Local dos movimentos filosóficos, das grandes paixões e discussões literárias, dos livres pensadores que antecederam a onda da globalização.

Por ali, na margem esquerda do Sena, no passado, havia a possibilidade de sempre poder cruzar com Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Por ali, passaram Picasso, Hemingway e Camus. Se fecharmos os olhos ou olharmos de olhos bem abertos para cada mesinha, cada café, quem sabe....é possível sentir toda esta atmosfera que o tempo não apaga.
Quem sabe não vemos ali cada um deles em suas infindáveis provocações mútuas sobre as últimas novidades sejam filosóficas ou sociais. O que diriam desta tal de globalização? O que diriam destes tantos turistas que por ali passam sem cerimônia.

Quais discussões terão ocorrido ali? Terão sido acaloradas? Quantas risadas, lágrimas, amores defeitos e outros tantos reafirmados.Paris é assim, aquele pedaçinho é assim.

Novamente me reportando a biografia de Sartre e Simone, impossível não visualizar seus passeios noturnos, suas mãos levemente se se entrelaçando entre os raros momentos afetuosos. Nos sentimos assim, parte destas histórias que não tem fim. Destes lugares, destas ruas e esquinas.

Quantas

Ali fica a famosa Sorbonne! 

Passeio pelo coração do Sena












Lá estava ele, o Sena. Desta vez, descemos as escadas e fomos curti-lo, por baixo. Muito pouco movimento em alguns dias, festivo em outros, se está calor, lá vai uma ducha, se frio fica vazio só com os barcos para lá e para cá, levando os turistas por uma rápida olhada por suas águas desnudando a esquerda e a direita a riqueza da arquitetura de tantas construções históricas.

Teve um dia que estava tendo uma aula de dança com casais que trocavam de parceiro ao comando da professora. Vários estilos, várias idades. Um barato. Não...não cheguei a tanto. Não dancei, apenas imaginei uma noite de lua cheia, eu e meu amor, traje de festa completo, música francesa romântica e duas taças de vinho...quem sabe da próxima vez.

A naturalidade charmosa deste passeio nos relaxa a alma. Suas famosas pontes são pequenas sinalizações para um novo encantamento, para uma nova jura de amor, para o perdão por uma falta cometida, para uma reflexão ou para uma conversa com nosso espaço sagrado.

Podemos passar horas, dias e noites contemplando suas plácidas águas que em um murmúrio contínuo vão nos seduzindo e encantando. Seriam as s sereias? Seria a magia de um tempo lendário, fantástico? Impossível saber. Apenas sentir e sentimos juntos abraçados as melhores recordações que já começavam a se formar em nossas mentes e em nossos corações.

Passamos por ali em diferentes momentos. Em cada um deles foi possível sentir uma sensação diferente e reveladora. Basta estar disponível! Com um amor ao lado, fica literalmente impossível não sentar em suas alamedas, juntar os abraços e ficar preso neste tempo de encantamento.


Louvre













Construído em 1190, foi inicialmente uma fortaleza contra os vikings. Com o tempo, passou por várias reformas e abriga as mais importantes coleções de arte do mundo. Passear por suas salas é uma prazer para se sorver pouco a pouco, sempre aguardando a próxima surpresa.

A sua área externa é belíssima.

Aproveitamos para passear pelas ruas laterais buscando novos ângulos, novos cantinhos e percepções deste espaço mágico.

Não resistimos e entramos novamente. Passeamos mais calmamente por novas salas procurando um roteiro diferente de nossa última visita.

É o típico passeio que vamos fazer a vida inteira e ainda assim faltará tempo para se ver tudo de belo que existe lá dentro, na arca do tesouro.

Notre Dame e Ponte dês Arts - Votos de amor eterno na catedral e na ponte













Como já disse, esta viagem era de curtição e andanças não programadas. Alguns lugares permanecem eternos e sempre serão visitados como foi o caso da Catedral de Notre Dame. Desta vez não fomos na torre desta forma não pegamos aquela fila interminável que fica na lateral da catedral.

Entramos na catedral novamente, rezamos, fizemos juras de amor eterno e pedimos novamente a benção do sagrado para iluminar este amor e nossas vidas para sempre. Como um ritual de namoro, fomos contornando a catedral, seguindo pelo Sena a procura do melhor ou de novos ângulas desta dama tão cerimoniosa. Conseguimos belas fotos, momentos íntimos de consagração e de refelxão. Porque estar diante de Notre Dame, de sua beleza, é também um momento silenciosamente divino. Um congraçamento que transborda do externo para o interno.

Passamos depois pela Ponte dês Arts. Esta ponte tem vários cadeados. O significado dos mesmos, é que traz a lenda de romantismo que cerca cada um deles. Os apaixonados que por ali passam, escrevem suas inicias em mini cadeados, os trancam na ponte e atiram a chave no Rio Sena. Com isso segundo a lenda, os amantes estarão amarrados para sempre. Cada cadeado contém, portanto, um amor ou um momento único que mereceu ficar trancado e guardado para sempre. Como dizia Vinicius de Morais, que o amor seja eterno enquanto dure.

Para cada amor, um cadeado, uma ponte, uma cidade Seja ela Paris, Florença ou, no meu caso, Rio de Janeiro.

Como não deixei meu cadeado em Paris na Ponte dês Arts, já comprei um que pretendo deixar em algum entre tantos lugares mágicos de minha cidade maravilhosa. Quem souber de uma ponte que me diga.

O passeio pelo Sena é simples mas maravilhoso o tempo todo.Parar nas barracas de livros e objetos de arte e sentir sua informalidade. Um mergulho na bela Paris dos artistas e apaixonados.

E o amor não é isto; Vida, arte, sagrado e divino?







A preciosa











Não tem jeito, a Torre é a menina dos olhos da Cristina e não poderíamos deixar de dar logo uma passadinha por lá aproveitando o bom tempo. Aproveitamos para tirar uma foto, juntos. Ficamos circulando e observamos que, desat vez, a turma que ficava vendendo bebida, querendo amarrar pulseirinha nos turistas para tirar um trocado e outros ambulantes, aumentou muito.

Galera sentada no gramado esperando anoitecer para ver a Torre iluminada, abrir a champagnhe e comemorar. O quê? Paris!!!!

Champs Elysees - pop globalizada e endinheirada...












Pela primeira vez fomos curtir a Champs Elysees. vadiar mesmo, andando, parando, rindo, observando, comendo e principalmente saindo da frente para não trombar com a galera que vai de lá para cá sem a menor cerimônia.

Uma turma globalizada, todas as raças, credos e expressões. Todos comprando muito, podendo muito, principalmente árabes e chineses. Em algumas grifes haviam filas organizadas para estas pessoas.

É um passeio bacana. Sem compromisso que não fosse apenas o de observar. Sendo no sentido do Arco do Triunfo ou no sentido oposto, a paisagem era belíssima. Sentamos em um banquinho em um dos dias e tinha uma senhora de idade francesa que reclamava de todo mundo que sentava no banco. Ele estava meio em falso e qualquer movimento provocava uma trepidação. Acho que ela queria o banquinho só para ela.

No final, quando resolvemos levantar combinei com a Cristina de levantarmos juntos no 3. 1, 2, 3 e tchum lá foi a francesa nas alturas.....ehhehehehehehehe. A diversão estava só começando.

Arco do Triunfo - mesmo caminho ...















Graças a Deus, fizemos a nossa últmia viagem de trem, a mais tranquila de todas. Talvez porque soubéssemos que esta seria a última. Fomos para casa da Brigite que estava nos aguardando. Só teve um probleminha. O elevador não estava funcionando e eu tive que subir 6 andares com as duas malas cheias. A treva!!!!

Brigite é uma colega francesa. Fomos indicados por uma amiga da Cristina, e esta seria a primeira vez que iríamos ficar na casa dela. Ela é super tranquila e nos dá a maior autonomia e liberdade.

A casa dela fica em um bairro próximo a estação de metrô com trajeto para todos os lugares que iríamos visitar. Na verdade esta segunda viagem era para curtir a cidade, andar pelas ruas, se perder...sem a preocupação de passar por todos os pontos turísticos. O máximo!

Resolvemos começar pelo Arco do Triunfo e dali sair passeando.

Ao contrário de nossa última viagem, o tempo estava bom, com sol e uma temperatura super agradável.

Quando lá chegamos, estava tendo uma cerimônia relacionada com a chama que fica acesa permanentemente. Subimos e a vista da cidade é deslumbrante. É olhar e se apaixonar instantaneamente.

Thursday, May 19, 2011

Fim de jornada - Lá vamos nós Paris!!!!!












Bom, chegamos ao fim de nossa passagem por Lyon. Uma mistura de estilos. Uma cidade que ocupa um lugarzinho no coração medieval deste humilde viajante. Lyon Velha com sua manhã fria e ruas calçadas de pedras antigas, seus encantamentos secretos. No final de tarde do nosso penúltimo dia circulamos pelas ruas atráz de uma recordação da cidade e nada de encontrar.

Na manhã seguinte saímos cedo e acabamos por comprar uma destas lembrançinhas que quando você sacode ela levanta aquela poeirinha. Alguns dirão, hummm cafona. Pois é, não estou nem aí. Sempre que olho para este enfeite na sala e dou uma sacudida nele, as recordações destes dias se levantam e ocupam minha memória, meu pensamento e meu coração.

Fico olhando e posso sentir meus passos pelas ruas de Lyon...