Monday, September 8, 2008

Antuérpia - Igrejas e restaurações.






Seguimos o nosso roteiro e fomos conhecer uma igreja antiga e belíssima que fica na praça central. Um passeio por dentro revelou alguns pontos bem interessantes. O portão da entrada é qualquer coisa de maravilhoso. Uma riqueza de detalhes enorme.

Passeamos por dentro da Igreja e depois tivemos 10 minutos para tirar algumas fotos. Os quadros eram belíssimos assim como o corredor central e o altar. No caso desta igreja, o altar era bem iluminado e sem tanta ostentação como vimos nas igrejas francesas.

As pinturas estavam passando por uma restauração e duas profissionais estavam trabalhando na hora em que nós passamos. Cada uma trabalhando no seu quadro. Grandes quadros. Muito interessante e instigante este trabalho delas. De alguma maneira o pintor que imaginou aquele retrato, aquela cena e aquela expressão novamente reincorpora nas mãos dos restauradores para trazer novamente à vida a beleza que o tempo roubou. Ficamos ali olhando com cuidado e no mais absoluto silêncio. Eram duas restauradoras.
Falando em restauração. A igreja, em si, estava sendo restaurada e neste trabalho eles descobriram que por traz das camadas de tinta e gesso das paredes existia uma pintura original com uma série de símbolos religiosos.
Imaginar que ali, naquela igreja, existe uma época escondida e perdida no tempo com tantas histórias e registros é absolutamente fascinante. Quantas pessoas por ali passaram para fazer suas orações. Quantas graças foram atendidas.
Pinturas descascadas revelando a intimidade de um povo e seus símbolos de devoção. Até onde a fé é capaz de viajar para entender o que se passou no passado ou o que nos aguarda no futuro.

Antuérpia - O romantismo está no ar!





Esta construção é uma fonte muito interessante porque a água jorra direto na rua e dependendo da distância em que você fique, você acaba todo molhado. A escultura tem detalhes bem definidos tanto do monstro como do nosso herói. Diferentemente das fontes por onde passamos em Paris, nesta eu não me arrisquei a fazer um pedido. Não esqueçam que um monstro derrotado adormece sob o solo desta cidade. É bom não fazer nada que possa despertá-lo.
Tiramos várias fotos deste monumento que fica logo na entrada da praça. Imponente, nos provocando a chegar um pouco mais perto como testando nossa coragem em ficar próximo ao monstro que há tantos e tantos foi derrotado.
Lembra que quando comecei o meu diário de viagem eu falava do sonho que estava realizando e do quanto esta viagem significava para mim e para minha rainha? Sim, aquela, a rainha Cristina. E agora, será que você consegue lembrar do que está sempre presente nas histórias de reis e rainhas, de príncipes e princesas? Claro que é a nossa boa e velha carruagem. A carruagem mágica de Cinderela. Não é que ela estava lá paradinha na Antuérpia esperando por nós dois.

Infelizmente não conseguimos pegá-la. Em Amsterdã quando estávamos no último dia do nosso passeio, lá veio ela novamente passando na nossa frente. Pena que novamente não conseguimos entrar. Pelo menos ela não virou abóbora e certamente está nos aguardando para um passeio em uma nova oportunidade. Quem sabe em Londres ou em alguma cidade medieval.
Lembra daquele monstro horroroso que foi derrotado pelo nosso herói? Lembra como ele era ameaçador? Pois é, virou uma deliciosa guloseima. Pelo menos a sua mão.
Esta é uma lojinha que fica bem na saída da praça e que dá início ao nosso passeio pelo centro da cidade.
Os chocolatinhos são uma delícia.
Cristina aproveitou e tirou uma foto da mãozinha de chocolate. O Dono muito simpático me fez lembrar aquele bom velhinho sempre presente nas nossas memórias infantis. Sempre pronto a fazer um brinquedo, a providenciar uma distração para as crianças, a contar uma boa e velha história. Quem sabe não é ele, o verdadeiro contador de histórias e responsável pela lenda do monstro. Quem sabe o que se esconde por detráz destes óculos e deste sorriso matreiro.

Antuérpia - Mitos e outras histórias.





Assim como na Grandplace e na praça Damm, em Amsterdã, acabamos desembocando em uma enorme praça. Grote Markt. Esta praça é rodeada por uma série de construções de estilo gótico e medieval.
Lá, bem em frente à Prefeitura e a poucos metros da dramática catedral gótica de Notre Damme, reina, imponente, uma grande estátua. A figura central é um guerreiro. Trata-se do soldado romano Silvius Brabus, que, conforme conta a lenda secular, libertou a cidade de um gigante.

A história, passada de geração em geração, relata que o gigante Druoon Antigoon ficava na foz do rio Scheldt (ou Escalda) e cobrava pedágio dos navegantes que traziam mercadorias para a cidade. Até que, em uma batalha épica, Brabus derrotou o tirano e decepou a mão dele, lançando-a nas águas. Daí teria surgido o nome da cidade: em neerlandês, o idioma local, ant (mão) e werpen (jogar).

Antuérpia - Bela surpresa!





Antuérpia (Antwerpen em neerlandês, Anvers em francês) é a segunda maior cidade da Bélgica e a maior da região de Flandres. É conhecida como um centro mundial de lapidação de diamantes e pelo seu porto, um dos maiores do mundo, localizado nas margens dório Escalada.
Antuérpia é também um município e está localizada no distrito de Antuérpia, província de Antuérpia, região de Flandres.
O fato de ser considerado o centro mundial do diamante reside no fato de aí serem negociados 80 por cento dos diamantes brutos e 50 por cento dos diamantes lapidados do mundo. De acordo com os dados divulgados pelo Alto Conselho para o Diamante em 2004 foram exportados mais de 8 mil milhões de dólares americanos. Ainda de acordo com o HRD, o sector do diamante em Antuérpia movimentou nesse ano 34 mil milhões de dólares, e representou perto de 7% das exportações da Bélgica.

Entramos na cidade pelo porto e a vista é muito bonita, principalmente porque passamos por alguns canais que se formam ao longo do porto.

Paramos em frente a um castelo em estilo medieval. Lindo!Lindo!Lindo! Cristina e eu não podíamos perder a chance de tirar uma foto com ele bem ali pertinho de nós. Este, inclusive, deve ser o roteiro de nossa próxima viagem.Castelos! A partir deste ponto nós iríamos entrar na cidade por uma série de ruas que tinham um calçamento ainda em pedra e as construções eram basicamente todas de tijolinho nas fachadas.Uma graça. É como se estivéssemos passeando pelas ruas daquelas cidades antigas que vemos nos filmes épicos.

Bruxelas - passeando pela cidade.






Estávamos dentro do ônibus buscando a melhor posição para tirar as fotos. Aqui ainda estávamos no centro de Bruxelas. As ruas nesta parte da cidade não são tão largas e em alguns pontos você têm alguma retenção no fluxo do trânsito.

Como em Paris, sempre acabamos por passar em frente a uma catedral ou museu. São muitos museus. Se não me engano, mais de 70.Um dos belos monumentos que nós vimos é o Atomium. É um Monumento turístico dos maiores da cidade. Ele é testemunha da Exposição Universal de 1958 e símbolo espetacular da idade atômica, representando uma molécula de Cristal de ferro aumentada 156 milhões de vezes. Sua estrutura em aço revestida de alumínio (agora renovado em inoxidável) é composta de 9 esferas de 18 m de diâmetro, representando originariamente as 18 províncias belgas. Estas esferas são ligadas entre elas por tubos de 29 metros de comprimento e 3 metros de diâmetros. Foi elaborada pelo engenheiro André Waterkeyn, batizada Atomium, esta gigantesca molécula de ferro.

Neste ponto nós saltamos do ônibus e tiramos umas fotos bem rapidinho. O guia era bem tranqüilo e falava devagar ressaltando os principais pontos do passeio.

A torre japonesa também é um belo monumento. Estava fechado para visitação e neste ponto do trajeto o ônibus não parou.

Deste passeio o monumento mais belo que nós vimos foi o Arco do triunfo. Arco do Triunfo ou Arcadas do Cinqüentenário é um monumento erigido em Bruxelas, no Parque do Cinqüentenário, para comemorar os cinqüenta anos da independência da Bélgica.
As arcadas foram construídas por iniciativa do rei Leopoldo II e projetadas pelo arquiteto Gédéon Bordiau.
Por cima do arco central pode-se ver uma estátua eqüestre construída pelos arquitetos Thomas Vinçotte e Jules Lagae. Confesso que quando vi o monumento fiquei balançado e a comparação com o Arco do triunfo de Paris acaba sendo inevitável.
Não que se possa comparar um monumento com o outro até porque a localização onde cada um se encontra contribui para que sejam totalmente diferentes em termos de perspectiva espacial. Aqui ele fica no meio de uma área verde enorme e em torno de si tem uma série de colunas como aquelas romanas que circundavam os palácios e o coliseu. É justamente este o ponto que produz impactos diferentes. Em Bruxelas a impressão que você tem é de que o Arco forma uma praça e que em algum momento ele vai te rodear e formar um círculo, um enorme círculo em que você está no centro.

Vamos em frente em nosso passeio. Fino o passeio por Bruxelas nós retornamos para a loja que fazia os city tours e ficamos esperando até o nosso próximo passeio em direção a Antuérpia. Esta parte foi interessante porque nós conseguimos nos perder e demoramos um pouco a encontrar a loja.
Estava um sol e com ele um calorzinho delicioso. Na loja acabamos ficando na companhia de uma mulher doidaça. Falava sozinha e a cada pessoa que ia chegando na loja para esperar o passeio ela pegava pelo braço e contava das façanhas que ela tinha cometido ao comer vários chocolates em uma outra loja.
O novo guia que nos iria levar acompanhar a Antuérpia era muito simpático e solícito. Falava muito bem o inglês e o espanhol. Fomos conversando até o ônibus e ele falou que já tinha vindo ao Brasil uma única vez há muito tempo e havia gostado muito. Lembrou do Morro da Urca, Copacabana e outros encantos, Coitado, mal sabe ele o estado de abandono em que se encontra a nossa cidade maravilhosa.

Mas esta é uma outra história.

E não é que em Bruxelas descobri as origens do manequinho...






Em Bruxelas descobri as raízes do símbolo do Fogão, o manequinho. Na verdade Manneken. Ouvimos as histórias sobre sua origem e tiramos algumas fotos, inclusive uma em que ele estava vestido de mosqueteiro. Quando eu digo que o Botafogo é um time de elite ninguém acredita. Só nosso time têm uma mascote internacional.
Vimos a estátua no primeiro dia e no dia seguinte quando estávamos fazendo o citytour pela cidade. Vale a pensa dizer que muitas pessoas pararam para tirar fotos do glorioso símbolo alvinegro.

A área da Grandplace apesar de bonita pelas construções históricas ali presentes ao mesmo tempo, não é uma área muito florida o que torna a paisagem muito cinzenta já que os prédios são antigos e em estilo gótico.
Este talvez tenha sido um dos motivos pelos quais não nos identificamos de imediato com a cidade.Demoramos a entrar no clima de Bruxelas. Como nosso guia disse no dia seguinte, a cidade é fria e o clima normalmente é chuvoso. Os dias de sol se resumem a alguns meses. Aquele centro é como se você estivesse naqueles labirintos de experiência com ratinhos em um cubo de vidro. Entra e sai das ruas, vai e volta para acabar no mesmo ponto que é a praça central.
Muita gente o que acaba facilitando a má educação dos turistas que não têm a menor cerimônia em ficar trombando contigo e com suas sacolas de compras. É relaxar e trombar também porque se você quiser ser educado e ficar dando passagem não vai conseguir andar pelas ruas.
Procura daqui e dali e acabamos encontrando um cantinho muito bonitinho para tirar uma foto mais assim colorida e com vida. Ficou uma foto bem legal porque houve uma harmonia completa entre as cores do prédio, das flores e a Cristina.

E tome de andar pelas ruas de Bruxelas. Naquele centro, entramos em várias lojas para comprar uma lembrançinha. Tudo mais caro e com menos variedade do que em Paris neste aspecto. As maiorias das lojas pertencem a árabes. Não são nem um pouco educados e não fazem questão de ser. Você ali é uma possibilidade de negócio para ele, mas se não comprar nada não têm problema porque ele sabe que outro virá e vai comprar.
Acabamos comprando um imã de geladeira com a praça central e uma bolinha destas com a grandplace. Quando você balança o objeto sobe uma poeirinha dourada que dá um efeito super legal.

Findo o primeiro dia fomos para o hotel descansar. Desta vez, como no hotel não haveria a possibilidade de fazer qualquer refeição nós jantamos em um restaurante que tinha todo tipo de combinação de prato. Lembra muito estes restaurantes de shopping com aquelas combinações de carne, frango, peixe, batata frita, molho, salada e por aí vai.
Resolvemos escolher um que nos pareceu o mais movimentado e que, portanto deveria ser bem gostoso, farto e com preço razoável. Acertamos! Era limpinho, com cadeirinhas na rua, claro, porque senão não tinha a menor graça e muito bem servido a um preço bem legal.
Comemos um pullet de frango com fritas. Na verdade era frango bem grelhado com muitas fritas e tomamos uma taça de vinho. Era tanta comida que Cristina não agüentou. Nesta hora relaxamos um pouquinho e descansamos as perninhas.
Dali fomos para o ponto de encontro que ficava for a da praça em frente ao Mcdonalds. Em todo lugar por onde você passa, eles estão lá oferecendo este modelo de alimentação. Ficamos observando o movimento que começou a escassear. Os táxis circulam pouco assim como ônibus. Dá uma sensação de que se você não tiver para onde ir, se não tiver um roteiro definido é melhor você ir para casa ou para o hotel. Pinta um certo medo de ficar circulando.
E pelo que nós estivemos olhando não tem muita coisa para se fazer a não ser ir para um restaurante ou danceteria para balançar o esqueleto.

Bruxelas- Música no ar.





Caminhando pelas ruas da Grandplace acabamos por encontrar vários músicos cantando e tocando nas ruas. De tudo um pouco. De Boby Dylan até música clássica. O primeiro com o qual nos deparamos foi um músico que interpretava músicas de Boby Dylan. Cantava e tocava muito em, inclusive a voz era muito parecida. Já era final de tarde e ficamos ali abraçadinhos ouvindo várias músicas românticas. Foi um momento bacana esta paradinha que demos no nosso passeio. Cristina pediu para tirar uma foto com ele e, muito gentil, ele disse que sim coma condição que ela cantasse junto com ele. Claro, tudo na brincadeira.

Depois entramos em uma das galerias que existem na praça e na volta acabamos encontrando um grupo de quatro músicos que estavam tocando música clássica. Violino e violoncelo. Apaixonei-me na hora. Eram músicas conhecidas e lindas. Ficamos ali, novamente abraçadinhos por um tempo e confesso que se a Cristina não me chamasse para ir embora, eu ficaria ali ainda mais um pouquinho. Os caras tocavam aquelas melodias que simplesmente te embalam e te levam em uma viagem maravilhosa. Fomos encontrar beste mesmo grupo no centro da cidade da Antuérpia quando fomos fazer um citytour no dia seguinte. Claro que eu queria parar novamente, mas não foi possível porque estávamos com nosso guia circulando pelas ruas e ele não ia parar ali por nada.

Por fim encontramos também um casal tocando violino em uma das ruas que desembocam na Grandplace. Tocavam violino e bem. O problema é que eles estavam mais interessados em si mesmos do que com as pessoas que estavam assistindo. Paravam de tocar uma música e emendavam na outra, ficavam conversando e rindo um para o outro o que acabou nos desestimulando a ficar ali. Alto nível os artistas que encontramos. Pena que no Brasil este tipo de “profissional” não seja devidamente valorizado. Acabamos por tratar estas pessoas mais como pedintes do que como profissionais que estão ali nos proporcionando de alguma forma um espetáculo de música.

Bruxelas - O espetáculo luminoso da Gran Place





E finalmente o entardecer e a noite foram chegando devagarzinho e aos poucos os monumentos vão acendendo a sua iluminação. Leva um tempo para que todos os prédios fiquem acesos. É bonito, mas não deslumbrante como muitas pessoas afirmam. Pelo menos foi esta nossa reação. Na verdade depois que escurece o movimento na parte central da praça diminui. Muita gente bebendo e conseqüentemente a possibilidade de você esbarrar em turistas chatos são enormes Tinha um grupo de ingleses que ficavam o tempo todo perturbando os demais turistas. Muito chatos. Como já eram 22hs acabamos optando por voltar ao hotel e descansar um pouco para a programação do dia seguinte. Reparamos que a população é preponderantemente masculina. São muitos os grupos de homossexuais que circulam pelas ruas. Foi até engraçado porque fomos andando pelas ruas e numa desta acabamos por chegar em uma pracinha com vários bares e gays animados. Fazer o quê? Acabei tendo que fazer uma pose bem sensual correndo o sério risco de receber um torpedo.

Bruxelas - Terra do chocolate.






O que se percebe é que a praça funciona como um ponto de encontro das pessoas depois das idas e vindas pelas ruazinhas que lhe cortam. É como um coração, te bombeando para fora para você circular pelas ruas e vielas, comprar, comer, tirar fotos e que depois te recolhe para você relaxar e sentar em uma das escadarias dos monumentos, só para daqui a pouco você ir de novo para uma outra ruazinha e experimentar algo de novo. O que não acontece porque elas são mais ou menos iguais e com os mesmos tipos de restaurante.
Nós acabamos por fazer a nossa primeira refeição em uma destas ruas. Os restaurantes colocam os atendentes no meio da rua para buscar o freguês já que a concorrência entre eles é intensa. De tudo um pouco. Carne, massa, sanduíches, fast food e o famoso churrasco grego que consiste numa peça de carne pendurada no espeto que fica exposta e dourando o tempo todo. Igualzinho ao que se encontra em algumas ruas do centro do Rio de Janeiro.

Esta é uma galeria mais refinada. As lojas de chocolate são verdadeiras boutique e os restaurantes mais finos e com preços mais salgados. A cúpula no alto da rua chama atenção pelo efeito que a iluminação natural provoca.Imagine um tipo de chocolate e você irá encontrar em Bruxelas. São várias as marcas, os sabores e as promoções. Pense na Kopenhaguem. É muito mais! Os preços variam muito, mas de uma maneira geral você pode encontrar produtos bem em conta. A vontade é de sair mordendo tudo que é chocolate. Algumas lojas colocam verdadeiras cascatas de chocolate que ficam jorrando aquela

maravilha o tempo inteiro. Não preciso nem dizer que entramos em várias lojas e viemos carregados deles para o Brasil.
É tanta variedade que você fica paralisado. Imagino as crianças aqui. É como se estivéssemos dentro daquele filme “A fantástica fábrica de chocolate”. Olha só a vitrine desta loja na foto aqui embaixo.
Parece que o bonequinho está interagindo com você, percebendo o quanto você ficou encantado com todos os chocolates. É um sorriso matreiro que ganha vida sempre que alguém passa. Diria que é um gnomo disfarçado.

Claro que fomos , também enfeitiçados pelo Sr.Chocolate e compramos várias caixas de variados tipos para nós e toda família. Vale a pena procurar porque além da diversidade você consegue encontrar lojas com um preço mais em conta.
Se você pretende dar uma lembrançinha para aquele seu grupo de amigos do trabalho existem umas caixinhas com 6 unidades. Cada uma delas com uma foto de um ponto turístico de Bruxelas.

Bruxelas - Gran Place, uma mandala de sabores





Logo que nós chegamos ao hotel, pegamos a Van e fomos para o centro. A Gran Place, confesso, é bela, mas me decepcionou um pouco. Eu ainda guardava na lembrança, a foto que nós colocamos como fundo de tela em nosso computador. Nesta foto ela está totalmente florida no meio. Depois viemos a descobrir que aquela é uma data especial que acontece uma ou duas vezes no ano. De qualquer forma é uma área muito bonita que possui várias ruas que desembocam no centro da praça.
Cada uma destas ruas possui uma infinidade de lojas e de restaurantes. De todos os tipos e de todos os gostos. Um movimento intenso o que dificulta um pouco a circulação já que são ruas estreitas. Muitos turistas. Desta vez não encontramos tantos brasileiros. Logo paramos para comer wafel que é uma comida típica de Bruxelas. São enormes e com os mais variados recheios. Enjoa só de olhar.

Estava fazendo um frio relativamente suportável, mas dava para botar um casaquinho por cima. Neste dia não levei nada e confesso que quando anoiteceu fiquei preocupado. A praça tem umas uns cantinhos super charmosos e que convidam para uma foto romântica.

Bruxelas - arquitetura gótica, beleza permanente.





Nossa viagem de trem foi super tranqüila. A paisagem é muito bonita ao longo do trajeto. A estação de trem em Bruxelas para desembarque é super tranqüila. Saímos com as malas e pela localização do hotel, resolvemos arriscar e ir andando. Aí começava meu calvário. Acho que vou até colocar no roteiro de Bruxelas a minha via sacra com duas malas, uma em cada braço, uma mochila nas costas e uma bolsa de viagem em um dos braços.
Se estivéssemos perto do hotel como chegamos a acreditar não haveria nenhum problema. Só que nós estávamos perto se fôssemos de táxi e não a pé. Pior, nos perdemos e começamos a andar em círculos. As ruas ao contrário de Paris eram sujas e muito mal conservadas o que dificultava ainda mais nossa caminhada com as malas. O que vale nesta hora é a presença de espírito e isto nós dois temos de sobra. Pergunta daqui e dali e pronto conseguimos encontrar a rua do hotel.E tome de caminhar. Finalmente chegamos ao nosso destino. Hotelzinho bom, com boas acomodações, bem localizado em relação as principais atrações e o melhor, tinha uma Van que fazia o trajeto hotel-centro-hotel.

A foto aí em cima é da Gran Place. A Grand Place é o centro geográfico, histórico e comercial de Bruxelas, e o primeiro local a ser visitado por quase todos os turistas. Esta movimentada praça empedrada mantém-se o centro cívico da cidade, passados séculos da sua criação, e o melhor exemplo da arquitetura belga do séc. XVII. No séc. XI realizavam-se mercados ao ar livre e no final do séc. XIV foi construída a Câmara Municipal de Bruxelas, o Hotel de Ville (Town Hall), e os comerciantes acrescentaram sedes de guildas numa mistura de estilos. Em 1695, dois dias de intensos bombardeamentos franceses destruíram tudo exceto a Câmara Municipal e duas fachadas de guildas. Os comerciantes reconstruíram as suas salas em estilos aprovados pelo Conselho Municipal, originando a harmoniosa unidade de edifícios da Renascença flamenga que vemos hoje.

Próxima parada, Bruxelas






Bruxelas (em neerlandês Brussel e em francês Bruxelles) é a capital da Bélgica, capital da comunidade flamenga e, desde 2003, capital oficial da União Européia.
Além de capital do país, Bruxelas constitui igualmente uma região administrativa separada da Bélgica, tal como a Flandres e a Valónia, mas é um enclave de Flandres. A Região de Bruxelas - Capital (em neerlandês "Brussels Hoofdstedelijk Gewest") tem fronteiras coincidentes com as da cidade. Enquanto região autônoma possui os órgãos de soberania próprios a cada uma das regiões, em conformidade com a organização federal do Estado. Assim, além de albergar o Parlamento Nacional belga, o Supremo Tribunal e os diversos ministérios federais, Bruxelas acolhe igualmente um parlamento e um executivo regionais e tribunais próprios. A cidade é igualmente capital da Região Flamenga (em neerlandês "Vlaanderen") e sede das respectivas instituições.
Em2007 a região tinha uma população de 1.031.215 habitantes, numa área de 161,382 km², o que lhe confere uma densidade populacional de 6.389 habitantes/km². As aglomerações urbanas, que se estende para lá das fronteiras da região, tem cerca de 1774 mil habitantes.

Bruxelas, a região capital, é habitada por belgas de língua neerlandesa e de língua francesa, apesar do neerlandês (e as sua linguagens germânicas predecessoras) ter sido a língua histórica de Bruxelas por quase toda a sua história. O francês foi durante séculos apenas falado pela alta burguesia e a nobreza. Tornou-se uma língua popular sob o domínio da França, e depois de 1830, com a imigração de muitos franceses (alguns deles revolucionários) e muitos valões, africanos e árabes.
Como em 1830 apenas a alta burguesia e a nobreza (menos de 1% da população) tinha direito de voto, estes grupos quiseram moldar o novo estado de acordo com as suas preferências. Como resultado, eles tiveram de atrair muitos valões (de língua francesa) para trabalhar nos serviços públicos. Desde este período, a língua neerlandesa e os flamengos foram discriminados. Na atualidade, os flamengos dos municípios suburbanos (e muito mais afluentes) tentam tornar-se a nova elite da cidade.