Sunday, March 13, 2011

Fontana di Trévi - Um pedido e a magia está de volta












Dia de despedida de outra maravilha romana. Fontana, bela, linda, clara, e ilminada pelos deuses. Tanto de dia quanto a noite, é um agito só. A noite acolhe os turistas mais circulantes e de garrafa na mão. de dia, os românticos que querem apreciar a beleza da obra, espremida entre as ruas, já estreitas da cidade. Olhando, assim de dia, temos a sensação de que os Deuses se levantam em busca de espaço para poder expressar toda a sua beleza como que querendo chamar a atenção dos passantes para aquilo que vale a pena servivido, a vida.Com sua belezas, incongruências e possibilidades. è como estar no Olimpo confessando-se aos deuses na tentativa de um perdão , de uma outra chance, de uma nova janela por onde possamos sonhar.
Dizem que se jogarmos uma moeda na Fonte, o retorno a cidade é certo.
Pensei apenas em agradecer por poder estar ali, com o meu amor,comemorando tantas coisas boas como por exemplo, nossos 10 anos de união, cinco de casamento e 50 anos da minha Diva.
Viva a magia do amor!!!

Piazza Navona - Brilhante a luz do sol













Mais fotos desta bela piazza, um ponto de encontro, de passagem, de parada, de espetáculos mil comoo conjunto que em um final de tarde tocava "garota de ipanema" ou o grupo de sapateadoras que proporcionaram momentos de boa música e arte da dança.
Nestas fotos estávamos a um dia de nossa partida, portanto resolvemos ficar por ali, no meio da praça para nos despedirmos dela e de Roma.Nada melhor do que uma despedida com um dia belíssimo como este, com muito sol e energia, sensações marcantes desta cidade que tanto inspira os poetas e últimos românticos. Os últimos românticos que não observam os lugares apenas como pontos de comércio, de consumo desenfreado. Que são capazes de para , sentar e desfrutar do tempo e da oportunidade de comungar com histórias, lendas e emoções, tão próprias destes centros histórios.
Neste dia encontramos um casal a procura de alguém que tirasse fotos dos dois. Claro que pedimoso favor de volta e registramos nossa presença.

Friday, March 11, 2011

Panteão - encontrando o tesouro escondido
















Dois dias depois do nosso primeiro encontro com o Panteão, voltamos para poder visitá-lo internamente. Naquela primeira noite, quando olhamos por uma das aberturas da porta, já fechada, deu para perceber o riqueza do que iríamos encontrar.
Voltamos pela manhã e ao entrar fomos tomados por sua grandiosidade. Diria que a palavra que mais efine este monumento por dentro é arrebatamento. Sua cúpula central, pela beleza e por seu desenho milimetricamente talhado nos faz pensar na beleza do ser humano quando inspirado pelas obras do espírito.
Esta é outra questão. Espiritualidade. Lá dentro vimos vários mulçumanos com suas famílias sempre grandes, orando e rezando. Não estavam preocupados com as fotos e sim com as coisas do espírito. Não importava o credo e sim o sentido de religiosidade que o local inspira.
Sua parte central tem um piso magnífico, um mosaico que aprisiona os sentidos da razão e liberta a imaginação. Ficamos mais próximos de Deus. mais precisamente, somos envolvidos em seus braços e nos recolhemos em seu corpo.
Ali dentro só temos um sentimento. O de rezar, seja em que credo for. Dá para entender um pouco o mulçumano que pelo menos 4 vezes por dia, se volta para Meca e ora por Alá. Em locais como aquele é que pecebemos o quanto nos afastamos de nossa trilha espiritual, dos nossos caminhos internos, do nosso Deus e da nossa busca interior.
Esta passagem valeu muito mais do que apensa estar em um ponto turístico.

Simplesmente andando e se apaixonando por cada cantinho de Roma






















Estar em Roma é ter a certeza de que a cada momento você será surprendido por um cantinho, uma rua, um restaurante, uma arquitetura bela e fascinante. Naturalmente exposta. De dia, a luminosidade proporciona diferentes enquadramentos de sonho e fantasia. As paredes dos prédios com as plantas caindo feito cachos de uma diva, são lindas. Difícil não se imaginar olhando para uma das sacadas a espera de uma princesa para ouvir nossas rimas e poesias.
Em Roma tudo pulsa, tudo é cor e vibração. Sãoa s motonetas que passam tirando um fino dos desavisados, são as pessoas que apressadas ou sem pressa, vão circulando por suas ruas, sempre agitadas e em movimento.
Um restaurante é mais acolhedor que o outro, comida barata, bom vinho e suculentas massas. bem ao lado de nosso hotel havia um restaurante em cada um dos lados da rua. Era descer e escolher.
A noite, o efeito é inverso. As ruas antes movimentadas ficam vazias e sem luminosidade. O ar é de preocupação embora a cada esquina você esbarre com um guarda ou com uma patrulha. Sempre solícitos, os carabineri se mostraram calmos e atentos a toda movimentação.
Roma,d e tantos olhares e de tantas impressões.

Em busca de Leonardo da Vinci
















Em um de nossos dias em Roma, passamos por uma rua e encontramos uma exposição de Leonardo da Vinci. Ficamos na dúvida de visitar naquele momento ou mais tarde em um outro dia. Como estávamos cheios de sacolas, resolvemos voltar no dia seguinte.Não preciso nem dizer que não encontramos o local. Entra , vira, volta, pergunta, e nada. Até que no acaso, encontramos a exposição.
Não dava para não ir. Era Leonardo da Vinci e a exposição das máquinas que ele inventou. Fomos e não me arrependo. O que impressiona é você imaginar a mente dele funcionando e concebendo cada uma daquelas invenções em sua época.
Asa delta, o famoso pé de pato, tanques e outars tantas maravilhas. Em especial, os desenhos do corpo humano. Como nosso filho está fazendo medicina, pimba, clicamos em um dos desenhos para que ele pudesse ver a riqueza de detalhes.
Saímos, tomamos um sorvete e agradecemos a Leonardo a oportunidade de apreciar suas criações.





Castelo de Santo Ângelo - almoço romântico
















Foi aqui, neste belo cenário, que fizemos um almoço romântico em um restaurante dentro do castelo, na sua parte superior. A vista era simplesmente maravilhosa. por sinal, foi um dos lugares que nos nos proporcionaram os melhores ângulos de Roma.
O restaurante era super simpático, aconhegante e charmoso. Pelo que deu para perceber, é um ponto de encontro onde as pessoas marcam para se encontrarem, bater um papo descompromissado, jogar uma conversa fora e seguir em frente.
Não dá vontade de ir embora. Ficamos ali brincando como momento, esquecidos de tudo e de todos. Vivendo nosso conto de fadas, que com este almoço no castelo ficou completo. Eu e minha rainha.
O castelo por dentro é uma sucessão de subidas e descidas, escadinhas super estreitas, pouca iluminação. É um ambiente meio aguniado. Para onde nós olhavámos, tinha um segurança circulando.
Do alto, uma vista completa da área. Bem a cara do isolamento dos Papas. Vendo tudo de forma distante, de cima e isolada.





Castelo de Santo Ângelo











A sua primitiva estrutura foi iniciada em 139 pelo imperador Adriano como um mausoléu pessoal e familiar (Tumbas de Adriano), vindo a ser concluído por Antonino Pio em 139. O monumento, em travertino, era adornado por uma quadriga em bronze, conduzida por Adriano.
Em pouco tempo, entretanto, a sua função foi alterada, sendo utilizado como edifício militar. Nessa qualidade, passou a integrar a Muralha Aureliana em 403.
A sua actual designação remonta a 590, durante uma grande epidemia de peste que assolou Roma. Na ocasião, o Papa Gregório I afirmou ter visto o Arcanjo São Miguel sobre o topo do castelo, que embainhava a sua espada, indicando o fim da epidemia. Para celebrar essa aparição, uma estátua de um anjo coroa o edifício: inicialmente um mármore de Raffaello da Montelupo, e desde 1753, um bronze de Pierre van Verschaffelt sobre um esboço Gian Lorenzo Bernini.
Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas. Serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.
De seu terraço superior, tem-se uma magnífica vista do rio Tibre, dos prédios da cidade e até mesmo do domo superior da Basílica de São Pedro. (Wikipédia)

Vaticano - mais fotos














Depois da visita, ainda circulamos pela área externa e aproveitamos para tirar mais algumas fotos. Como comentei anteriormente, quando o espaço está com poucas pessoas como no horário que nós fomos, dá uma sensação de vazio e uma certa tristeza. Parece que está faltando algo. Pessoas, multidão,manifestação da fé...


Aproveitamos an saída e pedimos para fotografar dos guardas da cidade do Vaticano e o loirinho foi logo dizendo que só de longe. Sem problemas! mais tarde acabamos por comprar dois bonequinhos para levar de recordação.Os dois encontram-se na nossa sala de televisão, na estante, ao lado de um crucifixo todo colorido que compramos. Por sinal foi o primeiro crucifixo colorido, sem o corpo de Cristo. Muito lindo, parece que da forma como foi feito, expressa mais a idéia de amor e de paz do que de sofrimento, ainda que seja o de Jesus pelos seus filhos.

Thursday, March 3, 2011

Cidade do Vaticano - Riqueza de detalhes








Quando entramos e começamos a percorrer os corredores, confesso que fiquei chocado com tanta suntuosidade. Afinal é uma imagem bem diferente daquela que imaginamos para ser a Casa de Deus. Os tetos com suas pinturas extremamente detalhistas provocam "dor na coluna", porque simplesmente é impossível para de olhar para cima, cada um é mais rico do que o outro que você acabou de ver.
Não sei bem definir a sensação de estar lá dentro. É tudo tão amplo, tão vasto mas ao mesmo tempo tão distante do povo, dos fiéis. Não me deu uma sensação de paz, daquele sentimento solene quando nos defrontamos com uma experiência religiosa.
É um pouco a sensação de ter estado em um palácio.

Cidade do Vaticano





Saímos cedinho para ir a cidade do Vaticano. Relativamente perto do bairro Trastevere. Algumas pontes depois da ponte Sisto e de outros tantos pedidos de informação sobre como chegar, acabamos por encontrar a rota. Pegamos uma fila relativamente pequena mas que não andava. Prepare-se proque você vai ser abordado por vários "representantes" que dizem ter uma forma mais rápida de entrar. Mentira! Ficam montando grupos intermináveis e cobram uma grana. Ficamos na nossa e chegamos na boa. Nada que um pouco de paciência não resolva.Quando chegamos no pátio principal, tudo meio deserto por causa do horário o que deu um certo ar de decepção. A praça vazia perto , na minha maneira de ver e sentir, toda a sua imponência e impacto.
O Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (italiano: Stato della Città del Vaticano),[4] é o centro da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.[5][6]
A Cidade do Vaticano é uma cidade-estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao Cristianismo primitivo e é a principal sé episcopal de 1,142 bilhão de Católicos Romanos (Latinos e Orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicados em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes normais. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos.



O Tratado de Latrão, de 1929, que criou a cidade-estado do Vaticano, a descreve como uma nova criação (preâmbulo e no artigo III) e não como um vestígio dos muito maiores Estados Pontifícios (756-1870), que anteriormente abrangiam a Itália central. A maior parte deste território foi absorvido pelo Reino da Itália em 1860 e a porção final, ou seja, a cidade de Roma, com uma pequena área perto dele, dez anos depois, em 1870.
A Cidade do Vaticano é um estado eclesiástico[5] ou sacerdotal-monárquico,[3] governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé (Sancta Sedes) e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico.
Os papas residem na área, que em 1929 tornou-se Cidade do Vaticano, desde o retorno de Avignon em 1377. Anteriormente, residiam no Palácio de Latrão na colina Celio no lado oposto de Roma, local que Constantino deu ao Papa Milcíades em 313. A assinatura dos acordos que estabeleceram o novo estado teve lugar neste último edifício, dando origem ao nome Tratado de Latrão, pelo qual é conhecido.(Wikipédia)

Tuesday, March 1, 2011

Surpresas pelo caminho


Todas as noites em que ficamos em Roma, invariavelmente fazíamos o trajeto que nos levava a Fontana de Trévi. Em uma destas andanças , saindo de uma rua nos deparamos com uma orquestra sinfônica da polícia que estava fazendo uma apresentação em frente a igreja de Santo Inácio de Loyola.
Chegamos pela lateral e conseguimos um lugarzinho bem em frente, escutamos duas apresentações e seguimos em frente. Ficou na conta da surpresa. Uma bela surpresa por sinal.
Acho que Roma é um pouco isto. Uma caixinha de surpresas. Quando você menos espera entre uma rua e outra, entre uma caminhada e outra, surge o inusitado em forma de arte.
Quando retornamos para casa, ops já estou me sentindo morador de Roma, os músicos estavam guardando os instrumentos.
Fim de festa!

Coliseu - A experiência de estar circulando pela parte interna da arena











Como nossas fotos não tem uma certa ordem, volta e meia retornamos a temas já tratados. Desta vez, retornamos ao Coliseu mas trazendo uma perspectiva interna da arena. Estar circulando por dentro do Coliseu foi uma mudança da perspectiva, do olhar. De fora somos engolidos pela sua grandiosidade. De dentro, experimentamos as suas angústias e dores de forma distanciada.
Os corredores escuros, as vigas caídas ao longo do caminho, as grades separando as diferentes áreas de acesso do público e , por fim, a arena vista de cima.
Toda grandiosidade de fora transforma-se em uma miniaturização da natureza humana e daquilo que existe de mais selvagem em nós.
Fiquei imaginando-me ali, cercado por uma multidão enlouquecida clamando por "diversão". Visto de cima, a impressão é de que os gladiadores ficam diminutos, como se fosse possível manter um certo distanciamento do sofrimento.
Como suas parte inferior fica exposta, exatamente onde ficavam as celas, a primeira imagem que me veio a mente foi a de que aquilo era uma cova aberta a visitação pública.
Uma decomposição!
decomposição da vida, da esperança, do afeto humano...

Fórum Romano - Ruínas, calor e cansaço




Quando nós saímos do Coliseu fomos em direção a entrada do Fórum Romano quando encontramos uma fila para entrar. Milagrosamente a fila era pequena mas como diz o ditado; "alegria de pobre dura pouco". Cristina resolveu ir por uma outra entrada achando que, nesta , não havia ninguém. Resultado? Fila maior, mais tempo no sol e uma irritação crescente...Neste dia estava muito quente, muito mesmo!!!! Se não fossem as milhares de bicas espalhadas por Roma e principalmente no Fórum Romano, teríamos desistido ou, então, passado mal. Eram dois passos e água, mais dois e água, até que no final, eu já estava tomando literalmente um banho de água na cuca...
Andando por aquelas ruínas, mergulhamos em pequenas trilhas e vielas estreitas que parecem nos espremer, dando a sensação de podermos, por alguns instantes, experimentar o clima de agitação da cidade naquela época passada.
Encontramos vários jovens trabalhando nas escavações. Pareciam alunos de faculdade em trabalho de campo. Muito jovens mesmo.
Agora imagina estar em um lugar deste de calça comprida. Putz é a morte!!!!
Valeu, apesar do calor desesperante.