Thursday, March 3, 2011

Cidade do Vaticano - Riqueza de detalhes








Quando entramos e começamos a percorrer os corredores, confesso que fiquei chocado com tanta suntuosidade. Afinal é uma imagem bem diferente daquela que imaginamos para ser a Casa de Deus. Os tetos com suas pinturas extremamente detalhistas provocam "dor na coluna", porque simplesmente é impossível para de olhar para cima, cada um é mais rico do que o outro que você acabou de ver.
Não sei bem definir a sensação de estar lá dentro. É tudo tão amplo, tão vasto mas ao mesmo tempo tão distante do povo, dos fiéis. Não me deu uma sensação de paz, daquele sentimento solene quando nos defrontamos com uma experiência religiosa.
É um pouco a sensação de ter estado em um palácio.

Cidade do Vaticano





Saímos cedinho para ir a cidade do Vaticano. Relativamente perto do bairro Trastevere. Algumas pontes depois da ponte Sisto e de outros tantos pedidos de informação sobre como chegar, acabamos por encontrar a rota. Pegamos uma fila relativamente pequena mas que não andava. Prepare-se proque você vai ser abordado por vários "representantes" que dizem ter uma forma mais rápida de entrar. Mentira! Ficam montando grupos intermináveis e cobram uma grana. Ficamos na nossa e chegamos na boa. Nada que um pouco de paciência não resolva.Quando chegamos no pátio principal, tudo meio deserto por causa do horário o que deu um certo ar de decepção. A praça vazia perto , na minha maneira de ver e sentir, toda a sua imponência e impacto.
O Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (italiano: Stato della Città del Vaticano),[4] é o centro da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana sem costa marítima cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.[5][6]
A Cidade do Vaticano é uma cidade-estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao Cristianismo primitivo e é a principal sé episcopal de 1,142 bilhão de Católicos Romanos (Latinos e Orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicados em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes normais. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos.



O Tratado de Latrão, de 1929, que criou a cidade-estado do Vaticano, a descreve como uma nova criação (preâmbulo e no artigo III) e não como um vestígio dos muito maiores Estados Pontifícios (756-1870), que anteriormente abrangiam a Itália central. A maior parte deste território foi absorvido pelo Reino da Itália em 1860 e a porção final, ou seja, a cidade de Roma, com uma pequena área perto dele, dez anos depois, em 1870.
A Cidade do Vaticano é um estado eclesiástico[5] ou sacerdotal-monárquico,[3] governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé (Sancta Sedes) e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico.
Os papas residem na área, que em 1929 tornou-se Cidade do Vaticano, desde o retorno de Avignon em 1377. Anteriormente, residiam no Palácio de Latrão na colina Celio no lado oposto de Roma, local que Constantino deu ao Papa Milcíades em 313. A assinatura dos acordos que estabeleceram o novo estado teve lugar neste último edifício, dando origem ao nome Tratado de Latrão, pelo qual é conhecido.(Wikipédia)

Tuesday, March 1, 2011

Surpresas pelo caminho


Todas as noites em que ficamos em Roma, invariavelmente fazíamos o trajeto que nos levava a Fontana de Trévi. Em uma destas andanças , saindo de uma rua nos deparamos com uma orquestra sinfônica da polícia que estava fazendo uma apresentação em frente a igreja de Santo Inácio de Loyola.
Chegamos pela lateral e conseguimos um lugarzinho bem em frente, escutamos duas apresentações e seguimos em frente. Ficou na conta da surpresa. Uma bela surpresa por sinal.
Acho que Roma é um pouco isto. Uma caixinha de surpresas. Quando você menos espera entre uma rua e outra, entre uma caminhada e outra, surge o inusitado em forma de arte.
Quando retornamos para casa, ops já estou me sentindo morador de Roma, os músicos estavam guardando os instrumentos.
Fim de festa!

Coliseu - A experiência de estar circulando pela parte interna da arena











Como nossas fotos não tem uma certa ordem, volta e meia retornamos a temas já tratados. Desta vez, retornamos ao Coliseu mas trazendo uma perspectiva interna da arena. Estar circulando por dentro do Coliseu foi uma mudança da perspectiva, do olhar. De fora somos engolidos pela sua grandiosidade. De dentro, experimentamos as suas angústias e dores de forma distanciada.
Os corredores escuros, as vigas caídas ao longo do caminho, as grades separando as diferentes áreas de acesso do público e , por fim, a arena vista de cima.
Toda grandiosidade de fora transforma-se em uma miniaturização da natureza humana e daquilo que existe de mais selvagem em nós.
Fiquei imaginando-me ali, cercado por uma multidão enlouquecida clamando por "diversão". Visto de cima, a impressão é de que os gladiadores ficam diminutos, como se fosse possível manter um certo distanciamento do sofrimento.
Como suas parte inferior fica exposta, exatamente onde ficavam as celas, a primeira imagem que me veio a mente foi a de que aquilo era uma cova aberta a visitação pública.
Uma decomposição!
decomposição da vida, da esperança, do afeto humano...

Fórum Romano - Ruínas, calor e cansaço




Quando nós saímos do Coliseu fomos em direção a entrada do Fórum Romano quando encontramos uma fila para entrar. Milagrosamente a fila era pequena mas como diz o ditado; "alegria de pobre dura pouco". Cristina resolveu ir por uma outra entrada achando que, nesta , não havia ninguém. Resultado? Fila maior, mais tempo no sol e uma irritação crescente...Neste dia estava muito quente, muito mesmo!!!! Se não fossem as milhares de bicas espalhadas por Roma e principalmente no Fórum Romano, teríamos desistido ou, então, passado mal. Eram dois passos e água, mais dois e água, até que no final, eu já estava tomando literalmente um banho de água na cuca...
Andando por aquelas ruínas, mergulhamos em pequenas trilhas e vielas estreitas que parecem nos espremer, dando a sensação de podermos, por alguns instantes, experimentar o clima de agitação da cidade naquela época passada.
Encontramos vários jovens trabalhando nas escavações. Pareciam alunos de faculdade em trabalho de campo. Muito jovens mesmo.
Agora imagina estar em um lugar deste de calça comprida. Putz é a morte!!!!
Valeu, apesar do calor desesperante.

Monday, February 28, 2011

Fórum Romano












Nas antigas cidades romanas, os forae era um espaço aberto rodeado de edifícios públicos, que serviam de local de reunião, podendo ter sido uma readaptação da ágora grega. Costumava encontrar-se no cruzamento do cardo e do decumano , eixos centrais do urbanismo de qualquer cidade de fundação romana. O fórum era também local de mercado, de realização de cerimónias religiosas e dos mais importantes actos cívicos da Cidade.
O Fórum Romano, o mais antigo e mais importante da Roma republicana, estava situado entre as colinas mais importantes e célebres de Roma, quer em termos políticos, quer do imaginário e mitologia romanos, quer históricos ou sociais: o Palatino (dos "palatii", palácios da aristocracia romana e dos imperadores e figuras mais importantes da Urbe) e o Capitólio (ou Campidoglio, "campo das oliveiras"), tocando ainda no Célio e no Esquilino, outras colinas da Urbe. Em torno deste espaço estavam os mais importantes edifícios públicos, adornados de colunas comemorativas, estátuas, arcos, com pórticos, colunatas, templos, basílicas e arquivos. Com o crescimento do seu colossal império, Roma necessitava de possuir um centro cívico ainda mais amplo do que o do Fórum Romano, pelo que quer Júlio César quer vários imperadores não deixaram de criar novos fóruns, adjacentes e complementares: além do de Júlio César, temos assim o de Augusto (primeiro imperador), o de Vespasiano, o de Trajano e o de Nerva, entre outros.
Para além de alterarem a orientação urbanística da Cidade, estes grandiosos e monumentais fóruns representavam também o sinal de uma mudança radical na política de Roma e comprovavam a vontade imperial de possuir e demonstrar poder e força. O Fórum Romano era atravessado pela Via Sacra, artéria por onde passavam os cortejos de triunfo até ao Capitólio. O lajeado desta Via passava sob o Arco de Tito, construído em 81 d. C e celebrava a tomada de Jerusalém em 70. Tipicamente romano, o arco de triunfo é um monumento comemorativo que surgiu pela primeira vez cerca de 200 a. C., erigido para celebrar vitórias de imperadores ou generais, sendo decorado com baixos-relevos alusivos à efeméride e adornado, em cima, com estátuas de bronze dourado. Por oposição a este, existia o belíssimo Arco de Sétimo Severo. Também no Fórum estava o templo de Vesta, o santuário mais venerado da Cidade, onde as sacerdotisas virgens (as Vestais) mantinham sempre aceso o fogo sagrado, que representava o lar doméstico (focolar, de focus lare ), centro e fonte de vida do poder romano.
As sacerdotisas viviam na Casa das Vestais, um enorme edifício contíguo ao templo. Outros templos importantes estavam no Fórum, como o de Castor e Pólux (6-7 d. C.) ou o de Antonino e Faustina (141 d. C.), imperadores divinizados. Junto à Via Sacra - por onde na Sexta-Feira Santa da Páscoa os Papas fazem eles também uma "Via Sacra" em tributo à de Cristo em direcção ao Calvário - existia também a basílica de Júlia (46 a. C.), fundada por Júlio César. Era uma sede de tribunais e um centro de negócios. O maior dos templos era porém o de Vénus e Roma (135 d. C.), mandado fazer pelo imperador Adriano, e maior que a basílica de Maxêncio, também no Fórum.
No Fórum, encontrava-se ainda a Prisão Mamertina - onde estiveram encarcerados prisioneiros célebres, como Vercingétorix, São Pedro e São Paulo - e a Cúria, supostamente a sede do Senado. Junto a esta, estava o Comitium , local de assembleias populares (daí o termo "comício"). Os outros Fóruns estavam contíguos ao Romano e ao de Júlio César. O de Trajano (107 d. C.), uma praça monumental rodeada de inúmeras lojas e assinalado por uma monumental coluna com cerca de 40 metros daquele imperador, foi essencialmente um fórum comercial - o primeiro centro comercial do Ocidente! Não longe, está o do imperador Nerva (97 d. C.), ou Transitório , pois ligava os outros fóruns existentes.
Como referenciar este artigo:Fórum Romano. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

Com espada no pescoço











Como não poderia deixar de ser, fomos abordados pelos inúmeros artistas de rua caracterizados como centuriões. Entre tantos que circulavam nas cercanias do Coliseu, achamos 3 simpáticos romanos, brincalhões e galanteadores que entre fotos e risadas sempre encontravam uma oportunidade para um galanteio.




Esta é uma das coisas que aprendemos em Roma. Tudo, ou quase tudo, caminha para um momento de proximidade e integração.




Quase ninguém recusou uma foto com nossos bravos centuriões. Belos, nem tanto.




Arco de Constantino - Parada para refrescar a garganta











O Arco de Constantino é um arco triunfal em Roma, a curta distância para oeste do Coliseu. Foi erigido para comemorar a vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, 312 AD. A batalha está representada na banda pouco esculpida sobre o lado direito do arco, na frente oposta ao Coliseu.(Wikipédia).
Aqui, sentados, na sombrinha tendo o Arco por testemunha, resolvemos dar uma parada para refrescar a garganta, a cuca e fazer um pequeno lanche. Sem pressa, sem correria. Ficamos apenas observando o vai vem dos turistas a procura de uma sombra.
Tudo na cidade carrega a necessidade de uma marca pessoal. A marca da conquista, o registro eterno dos feitos e das realizações. Cada monumento esta associado a um período, a um imperador, a uma realização. A sensação é de que nesta época vivia-se para o culto pessoal, a glória de Roma e expansão do império.
É como andar em um museu ao ar livre onde a história pulsa a cada metro percorrido.O Arco é de uma grandiosidade a toda prova. se fecharmos os olhos, como fiz, tem-se a sensação de se poder escutar a marcha dos soldados, a algazarra do Coliseu, a efervecência da cidade.










O Fórum Trajano é o último (cronologicamente) dos fóruns imperiais da Roma Antiga., construído a mando do imperador Trajano com os despojos de guerra da conquista da Dácia (106). O Fasti Ostiensi refere que o Fórum foi inaugurado em 112, enquanto que a coluna de Trajano foi inaugurada a 113.
Para a construção deste monumental complexo, onde se podem ainda encontrar os mercados de Trajano, foram necessárias extensas escavações, que resultaram na remoção parcial de partes dos montes do Quirinal e Capitólio, que fechavam o vale ocupado pelos fóruns imperiais em direcção a Campus Martius.
Presume-se que as escavações tenham sido iniciadas sob o reinado de Domiciano, embora a projecção do Fórum tenha sido atribuída na íntegra ao arquitecto Apollodorus de Damasco, que acompanhou o imperador Trajano nas campanhas na Dácia.
Durante a construção, vários outros projectos decorriam em paralelo: os mercados, o Fórum de César (onde foi construída a Basílica Argentária), e a remodelação do Templo de Venus Genetrix.(Wikipédia)

Ave César!







Foi exatamente da cobertura deste palácio que nós avistamos pela primeira vez o Coliseu de Roma. É uma cosntrução em homenagem aos Césares, os grandes coqnuistadores de Roma. Fica na via que leva diretamente ao Coliseu e em frente ao mercado de Trajano.



Tudo é suntuoso, grandioso e colossal. A idéia presente é a de apequenar o povo diante do poder romano.



Ao contemplar os monumentos, estamos sempre em um angulo ou posição de inferioridade física expressa na proporção das estátuas.



Dá para se ter a sensação do que significava andar por estes palácios romanos.

A praça é do povo - Popolo








La Piazza del Popolo é uma grande praça de Roma, localizada no início da via do Corso. É uma das praças mais famosas, e o seu nome significa "a praça do povo".
Está precisamente à entrada das muralhas de Roma, no norte da cidade antiga, e no centro podemos encontrar um obelisco que os romanos trouxeram do Egipto, o qual está dedicado a Ramses II, e que foi encontrado em Heliópolis. Chama-se Obelisco Flaminio e é um dos mais antigos e mais altos de toda a cidade.
A praça tem duas igrejas gémeas que se chamam Santa Maria dei Miracoli e Santa Maria in Montesanto, que são do século XVII. Foram terminadas pelo grande arquitecto barroco Bernini. Como num jogo de descobrir as diferenças, tens que as observar durante algum tempo para perceber que não são iguais.
Na zona norte da praça está "a porta do povo", que é a porta de entrada para a muralha de Roma, e está a igreja de Santa Maria del Popolo.
Olhando de cima, do alto das escadarias a impressão é de que o espaço assemelha-se a uma grande arena. De desenho circular, é ampla embora pequena para uma grande manifestação. Quando as manifestações contra o governo italiano ocooreram no início deste ano fiquei tentando dimensionar como cabiam tantas pessoas na praça conforme mostrado na matéria.
Ela estava no nosso trajeto. Nada além disso. Não fica cheia de turistas tipo a praça Navona ou a Fontana de Trevi. Sob sol escandante, aquele espaço vazio parece um caldeirão.

Wednesday, November 24, 2010

Coliseu II - Pequenos diante da ignorância humana




Tudo o que se possa dizer sobre estar tão próximo ao Coliseu será muito pouco para expressar a diversidade de sentimentos. Logo que chegamos ao terraço de um monumento na avenida que levava o Coliseu, Cristina começou a chorar de forma sentida. Disse que assim que olhou na direção do Coliseu sentiu toda aquele sentimento de tristeza, violência e dor acumulada em anos de atrocidades. Era como se voltasse no tempo.


Ao vislumbrar a avenida fiquei imaginando a intensidade da angústia que os gladiadores (escravos) deveriam sentir sabendo o que os aguardava. Um longo caminho de dor e ansiedade. Muitos turistas, vendedores...Aos poucos o Coliseu vaio se agigantando e vamos nos tornando pequenos ante suas estruturas. Calor intenso, ficamos rodando e rondando a cosntrução a espera do melhor momento para entrar. Melhor momento entenda-se pouca fila.

Coliseu - Imponência no primeiro olhar


O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado por Tito por volta de 79 a 81 d.C, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores, em três andares. Durante o reinado de Alexandre Severo e GiordianoIII, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de 90 000 espectadores . Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96d.C.
A construção começou sob ordem de Vespasiano numa área que se encontrava no fundo de um vale entre as colinas de Celio
, Esquilino e Palatino. O lugar fora devastado pelo Grande incêndio de Roma do ano 64, durante a época de governo do imperador Nero, e mais tarde havia sido reurbanizado para o prazer pessoal do imperador com a construção de um enorme lago artificial, da Domus Aurea (em latim, "casa dourada"), situada num complexo de uma villa e de uma colossal estátua de si mesmo.
Vespasiano, fundador da dinastia Flaviana, decidiu aumentar a moral e auto-estima dos cidadãos romanos e também cativá-los com uma política de pão e circo demolindo o palácio de Nero e construindo uma arena permanente para espectáculos de gladiadores, execuções e outros entretenimentos de massas. Vespasiano começou a sua própria remodelação do lugar entre os anos 70 e 72, possivelmente financiada com os tesouros conseguidos depois da vitória romana na Grande Revolta Judaica, no ano 70.
Vespasiano morreu mesmo antes de o Amphitheatrum Flavium ser concluído. O edifício tinha alcançado o terceiro piso e Tito foi capaz de terminar a construção tanto do Coliseu como dos banhos públicos adjacentes (que são conhecidos como as Termas de Tito) apenas um ano depois da morte de Vespasiano.
A grandeza deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flavios. (Wilkipédia).



Monday, November 22, 2010

Panteão - A primeira impressão...




O Panteão, situado em Roma, Itália, também conhecido como Panteão de Agripa, é o único edifício construído na época greco-romana que, actualmente, se encontra em perfeito estado de conservação. Desde que foi construído que se manteve em uso: primeiro como templo dedicado a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, como templo cristão. É famoso pela sua cúpula.
O Panteão original foi construído em 27A.C
., durante a República Romana, durante o terceiro consulado de Marco Vipsânio Agripa. Efectivamente, o seu nome está inscrito sobre o pórtico do edifício. Lê-se aí: M.AGRIPPA.L.F.COS.TERTIUM.FECIT, o que significa: "Construído por Marco Agripa, filho de Lúcio, pela terceira vez cônsul".(Wikipédia).


Como já dissemos anteriormente, andar em Roma é por vezes ter a sensação de que se anda em círculos o tempo todo. Não houve um dia em que não começassemos por um caminho e terminássemos por outro.


Meio que batendo aqui e ali, acabamos por chegar no Panteão ao final do dia, quase noite. A primeira impressão não foi boa, já que o monumento estava fechado a visitação por causa do horário e ainda por cima estava passando por um processo de restauração.


Mesmo assim, ainda que no escuro, deu para sentir a sua imponência. A porta central era enorme e tinha apenas uma pequena abertura por onde podia-se ter uma idéia das maravilhas que do lado de dentro se encontravam.Muita gente em volta, andando para lá e para cá. Indo e vindo.


O Panteão acabou por servir neste primeiro momento como um ponto de referência entre nossa caminhada do hotel para todas as outras maravilhas que nos aguardavam.


No outro dia, as claras e com muito sol, iráimos descobrir seu teouro. Sua cúpula!

Gelato - A doce delícia do frescor romano


Roma e gelato. melhor dizendo, Itália e gelato, uma combinação perfeita. Difícil dizer que sabor causa mais impacto. São todos maravilhosos e podem ser encontrados a cada esquina. Suas côres fortes e seus diferentes sabôres fazem da escolha um martírio. O melhor é ir provando um aqui, outro ali, sem pressa, apenas degustando cada pedaçinho.Na nossa preferência deu menta na cabeça!O gelato é uma mania é um hábito difícil de largar.São 3 opções de tamanho. Uma , duas ou três bolas. Dê uma olhada na barriguinha e tentem acertar qual foi minha opção.

Bjs gelatos e até o próximo post!

Monday, October 11, 2010

Navona - indo e vindo








A Praça Navona (em italiano: Piazza Navona) é uma das mais célebres praças de Roma. A sua forma assemelha-se à dos antigos estádios da Roma Antiga, seguindo a planificação do Estádio de Domiciano (também denominado entre os italianos de Campomarzio, em virtude da natureza rude e esforçada dos exercícios - manejo de armas - e desportos atléticos que aí se realizavam). Albergaria até 20 mil espectadores sentados nas bancadas. A origem do nome deve-se ao nome pomposo que lhe foi dado ao tempo do Imperador Domiciano (imperador entre 81-96 d.c.): "Circo Agonístico" (do étimo grego Agonia, que significa precisamente - exercício, luta, combate). Actualmente o nome corresponde à corruptela da forma posterior in agone, depois nagone e finalmente navone, que por mero acaso significa também "grande navio" na língua italiana (Wikipédia).

Uma praça com 4 entradas e saídas levando a todos os lugares. Lembra, "todos os caminhos...". Era sempre por onde começavamos nossos passeios e por onde voltávamos para casa.Ops! Olha a saudade batendo. Mil atrações, artista os mais variados possíveis, desde as famosas "estátuas" que trocam uma foto por um euro, passando por dança de rua, violinos, sax e sapateado.Cada minuto uma atração. Para marcar nossa presença, no primeiro dia um conjunto estava tocando Tom Jobim. Dá para acreditar!!

Duas belas fontes. Uma numa ponta e outra no final. Cercada de prédios históricos, com restaurantes (caros diga-se de passagem), suas sorveterias, pizzarias e muita , mas muita gente circulando.
Em uma das noites, quando estávamos passeando pela última vez, vimos um cara que para ser estátua de responsa deveria ter mais 1 metro. O "anão" ainda por cima parecia um Beto Carreiro todo de branco. Uma menininha se agarrou nele como se fôsse um amiguinho de colégio. Muito engraçado! Cris quase morreu de tanto rir.

Trastevere - Aproveite o encantamento





Trastevere é o rione XIII de Roma, situado na margem ocidental do rio Tibre, ao sul do Vaticano. Seu nome vem do latin trans Tiberim, que significa literalmente "além do Tibre". É simbolizado tradicionalmente por seu brasão, que contém um leão sobre um fundo vermelho, cujo significado é desconhecido. Ao norte, o Trastevere faz fronteira com o rione XIV, Borgo (Wikipédia).

Na Idade Média o Trastevere já tinha as atuais ruas estreitas e irregulares; além disso, devido aos mignani (estruturas situadas em frente aos edifícios) não havia espaço suficiente para que carroças e carruagens pudessem passar. No fim do século XV estes mignani foram removidos porém ainda assim o Trastevere continuou a ser um labirinto de ruas estreitas. Havia um grande contraste entre as casas grandes e opulentas das classes altas e as moradias pequenas e dilapidadas dos pobres. As ruas não foram pavimentadas até a época do papa Sexto IV (Wikipédia).
Os tijolos que foram usados inicialmente foram substituídos posteriormente por sampietrini (pequenos paralelepípedos, mais apropriados para o trânsito de veículos. Devido ao seu isolamento parcial, e pelo fato de que sua população sempre foi multicultural desde os tempos antigos, seus habitantes - chamados de trasteverini - desenvolveram uma cultura própria. Em 1744 o papa Bento XIV codificou os limites do rioni dando ao Trastevere seus limites atuais (Wikipédia).

Nunca um ditado foi tão certo como o; "Todos os caminhos levam a Roma". Vale uma adaptação; " Em Trastevere, não importa o lugar, todos os caminhos te conduzirão ao ponto de partida". Não houve um dia em que não nos perdessemos por suas ruas estreitas e românticas. Todas incrivelmente semelhantes com seus bares, barbearias, restaurantes e ...vespas...muitas vespas. na verdade um enxame de vespas para lá e para cá em alta velocidade.

Diria que a qualquer hora do dia você é capaz de encontrar um ponto cego, uma esquina perdida, um beco onde poderá parar, respirar e agradecer a Deus pelo silêncio romantico que exala dos prédios envelhecidos pelo tempo, pelas janelas abertas e pelos raios de sol que penetram nos recantos mais singelos.
O grande barato deste lugar é simplesmente calçar uma sandália e andar por suas ruas de pedras, sem pressa, apenas, andar. Se for de mãos dadas com alguém especial,É PERFEITO!!!
Aqui você esquece que o tempo existe, ou melhor, descobre um tempo que parecia perdido. Tempo para parar, relaxar,caminhar,relaxar, parar...ou em qualquer ordem que você queira.

A primeira ponte

A primeira ponte ninguém esquece, principalmente se estiver na Itália, mais precisamente, em Roma. Assim que chegamos, fomos recebidos e conduzidos ao nosso hotel no bairro do Trastevere por Claudio, motorista super simpático que ao longo do caminho foi fornecendo algumas dicas sobre a cidade. A principal foi de que a cidade deve ser vista de cima, do alto, para que se possa olhar e contemplar a beleza de Roma em todas as direções.

O Trastevere é ligado a cidade por uma ponte. Pela ponte Sisto. Claudio estava certo. Ao chegamos ao meio da ponte, em uma pequena elevação, temos a oportunidade de poder ver a beleza de um fim de tarde tanto a direita quanto a esquerda tendo o silêncio do Tibre como testemunha.
A praça Trilussa, do outro lado da ponte, marca o começo de Trastevere. O local é dedicado ao poeta Carlo Alberto Salustri "Trilussa", morto em 1950, que escrevia seus versos em dialeto romano. Uma bonita poesia sua, chamada "Felicità", em tradução livre, assim diz: "há uma abelha que pousa, / sobre o botão de uma rosa, / suga-o e parte, / tudo somado, a felicidade / é uma pequena coisa". Nas escadas da fonte que decora a praça, sob o sol e o frio amenos, jovens leem livros e fumam cigarros, observados pela estátua de Trilussa.

Tibre que embalou o berço de Romulo e Remo, fundadores de Roma.
Esta ponte que liga o estilo boêmio e despojado do Trastevere a grandiosidade da cidade é um belo início de viagem. Um lugar pefeito para renovar os votos de amor eterno na cidade eterna.